25 de jun de 2010

16 de março


Me arrumei, peguei minha mochila
cheguei ao portão, um beijo de partida
um abraço que não era de uma despedida
fui sem saber com um sorriso inocente
Volto pra casa procuro e não encontro
não há telefomas, foi um desencontro
coração aperta, lagrimas começam a escorrer
eu não sabia o que fazer
Me senti sozinha, eu não tinha mais ninguém
me escondia, sumia por horas naquelas manilhas
e quando alguém ligava eu pensava que era você
e quando chegava cartas eu pensava que eram suas
Atendia o telefone me desesperava, implorava pra ter sua volta
você dizia: 'o dia esta quase chegando'
com uma voz um tanto sufocada
esperei, esperei, e... espereii
dias, meses, anos
Houve um dia em que eu não sabia ao certo de mais nada
eu entrei em pânico, eu entreguei os pontos
olhava aquelas fotos jogadas em minhas roupas
ja não sentia mais o seu perfume
aprendi muita coisa, por esperar muita coisa
O coração que era frágil se cercou
por falsas promessas
não sei ao certo o que se tornou
talvez como uma pétala de rosa, talvez como uma pedra

Mas é como um vidro
se cair quebra
mas se pisar... corta :x

Um comentário:

  1. Nossaaaa...*o*
    eu já disse que amo quando você escreve né?
    lindaa (L)

    ResponderExcluir